sábado, 19 de novembro de 2011

Atenção: beber cerveja todo dia faz bem e combate até diabetes


Tá vendo aí! Os meus amigos Chico Ribeiro, Cirleide Souza, Adiberto Souza, Isaac, Matheus e tantos outros estão corretíssimos. Beber cerveja todo dia é uma maravilha. E quem disse isso foram respeitados pesquisadores espanhóis após um estudo realizado com 1.249 homens e mulheres acima de 57 anos. Segundo os especialistas, tomar uma caneca da bebida por dia combate diabetes, evita ganho de peso e previne contra hipertensão. Além de ter graduação alcoólica baixa, a cerveja contém ainda ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio - nutrientes que protegem o sistema cardiovascular. Tá ruim, é?
Como se não bastasse a boa notícia, os estudiosos espanhóis dizem que a cerveja não é a responsável pelo aumento da gordura abdominal. A culpa, na verdade, seria dos aperitivos gordurosos, como salgadinhos e frituras, que grande parte das pessoas consome junto à bebida. E a gente bem sabe disso. “Nesse estudo, nós conseguimos banir alguns mitos. Sabemos que a cerveja não é a culpada pela obesidade, já que ela tem cerca de 200 calorias por caneca - o mesmo que um café com leite integral”, confirma a médica Rosa Lamuela, uma das responsáveis pela pesquisa feita em parceria entre a Universidade de Barcelona, o Hospital Clínico de Barcelona e o Instituto Carlos III de Madri.
No caso da gente, cervejeiros convictos, aponto somente um possível problema: nunca ficamos apenas numa única caneca diária. Mas até acho que isso ajuda no fortalecimento dos benefícios. Portanto, como bem disse o cronista Xico Sá, “bebo muito e escrevo socialmente”. Vou ali tomar a minha caneca de hoje.

Gilson Sousa

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Paraíso dos corruptos


E a corrupção não dá trégua nesse país. Parece até que está no sangue do brasileiro que se envolve com política. Principalmente naqueles que são ordenadores de despesas. Isso, é claro, respeitando as exceções. Que são muito poucas, aliás.
Ainda bem que temos uma imprensa investigativa e corajosa na maioria das vezes. Afinal, em apenas 11 meses de governo da presidenta Dilma Rousseff, seis ministros já caíram. E o sétimo está a caminho. Podem anotar.
Segundo a imprensa, a "faxina" comandada na Esplanada dos Ministérios já derrubou Pedro Novais (PMDB-MA) do Turismo, Wagner Rossi (PMDB-SP) da Agricultura, Antonio Palocci (PT-SP) da Casa Civil, Alfredo Nascimento (PR-AM) dos Transportes, Nelson Jobim (PMDB-RS) da Defesa, e Orlando Silva (PCdoB) do Esporte. De todos, apenas Jobim não caiu após denúncias de corrupção. Ele se afastou após a repercussão negativa provocada por declarações polêmicas sobre o governo e colegas de ministério.
O próximo da lista deverá ser Carlos Lupi (PDT) do Trabalho. Quase todos os que caíram por envolvimento em corrupção eram integrantes do grupo de ministros herdados da administração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ou seja, há tempos tinha gente metendo a mão no dinheiro público. Fosse no Japão, muitos deles davam um tiro de revólver na própria cabeça. Mas no Brasil, sabe como é que é, né. Até parece que o crime compensa.

Gilson Sousa

domingo, 6 de novembro de 2011

Morte de cinegrafista no Rio é um alerta aos jornalistas


Lamentável a morte do repórter cinematográfico da TV Bandeirantes, Gelson Domingos, ocorrida neste domingo enquanto exercia sua atividade profissional no Rio de Janeiro. Bem sei do risco que representa à vida essa nossa profissão de jornalista. Ainda mais em cidades violentas como o Rio, onde a imprensa tem a missão de acompanhar de perto os conflitos entre bandidos e polícia. E foi justamente num desses conflitos que Gelson Domingos perdeu a vida.
Mesmo usando um colete à prova de balas, durante a cobertura da operação policial na Favela de Antares, em Santa Cruz, zona oeste da cidade, o cinegrafista acabou sendo atingido por um tiro de fuzil que ultrapassou sua proteção. “Foi muito rápido. Ele foi atingido pelos disparos e caiu imediatamente. Não deu nem para tirá-lo da viela. Homens do Bope começaram a atirar contra o grupo. Fiquei no meio do fogo cruzado e deitei no chão. Gelson em nenhum momento parou de filmar. Ele filmou quem o matou”, relatou o repórter Ernani Alves, colega da TV Bandeirantes.
Aqui em Sergipe os riscos na profissão de jornalista não chegam a ser assustadores, mas nunca é bom descuidar. Lembro que em meados da década de 1990, quando eu trabalhava como repórter no jornal Cinform, cheguei a correr de tiros de revólver disparados contra nossa equipe dentro de um laranjal em Boquim. Na ocasião, em companhia do sindicalista Carlos Gato, que pouco tempo depois foi assassinado, eu e o repórter fotográfico Marcos Lopes fazíamos uma reportagem sobre o trabalho infantil nos laranjais da região Centro-sul de Sergipe. Ainda bem que saímos ilesos daquela.
Quanto ao repórter cinematográfico Gelson Domingos, que tinha 46 anos de idade, resta-nos lastimar pela morte, mas também cobrar das empresas de comunicação e entidades da área mais atenção ao profissional que coloca sua vida em risco sempre que vai em busca da melhor imagem, da melhor informação a ser passada para o mundo. Com tanta temeridade em jogo, fica claro que os profissionais da imprensa no Brasil precisam se proteger muito mais, e isso depende de investimentos e treinamentos. O alerta já foi dado.

Gilson Sousa

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A celebração do Domeq


Anota a cultura oriental que no dia de finados, a melhor homenagem que podemos fazer aos entes que se foram daqui, é oferecer-lhes um alimento que era muito apreciado em vida. No caso do nosso eterno amigo/irmão Cleomar Brandi, o incomparável Chico Ribeiro Neto, seu irmão de sangue, não pensou duas vezes. Foi lá no bar de Simeão, comprou uma dose de conhaque Domeq, acondicionou numa garrafinha plástica, pediu um copo descartável e veio para mim com a missão:
- Gilson, não estarei aqui em Aracaju no dia de finados. Mas peço que vá no cemitério e deixe essa dose de Domeq ao lado do túmulo de Babalu (Cleomar). Se o coveiro beber, acho que ele vai ficar feliz. Se não beber, é capaz de ele mesmo voltar pra fazer isso!
Dito e feito. Com uma vela na mão, a garrafa com o conhaque na outra, fui direto à sepultura 14173 na Colina da Saudade. Muita gente ao redor olhava curiosa o ritual etílico pós-vida mundana. Mas ninguém ousava dizer nada. Rapidinho, como um daqueles garçons eficientes que tanto agradavam Cleomar, postei a dose ao pé do túmulo. Tentei acender a vela, mas o vento não deixou, fiz uma oração, agradeci a Oxalá por Ele estar entre nós e me despedi mais uma vez do meu amigo. Minutos depois, tratei de enviar a mensagem ao celular de Chico:
“Tarefa dada, tarefa cumprida. Babalu deve estar agora saboreando essa dose, esteja onde estiver”.

Gilson Sousa

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

João Gilberto super elitizado


Considero extremamente necessário respeitar e cultuar os grandes nomes da arte brasileira. As pessoas talentosas que fizeram e fazem a diferença, enriquecendo nosso universo cultural e abrindo caminho mundo afora para que sejamos reconhecidos como uma Nação rica e evoluída. O problema, muitas vezes, é viabilizar internamente o acesso à produção artística de qualidade e socializar esse conhecimento, aprendizagem, respeito e admiração.
Vejam o que acontece agora com o nosso João Gilberto, talvez o mais talentoso músico brasileiro de todos os tempos. Completou 80 anos de idade em 10 de junho de 2011. Data digna de todas as celebrações possíveis. Pensando assim, a produção do artista baiano que viveu longa temporada em Aracaju, organizou uma série de shows em comemoração ao feito a partir de 5 de novembro. A turnê passará por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre e Salvador. Mas vocês pensam que qualquer ser humano comum poderá prestigiar um desses espetáculos? É ruim, heim! Em São Paulo, o ingresso mais barato custa R$ 500, chegando a R$ 1 mil; em Brasília, o mais barato é R$ 600. em Porto Alegre é R$ 700.
Como alento, a assessoria do cantor diz que os shows fazem parte do projeto "80 Anos - Uma Vida Bossa Nova", que ainda deve resultar na gravação de dois DVDs. O primeiro, já acertado, vai registrar os shows em 2011 e o segundo, se houver, trará bastidores, gravações em estúdio e participações especiais. Até lá, ‘arrocha’ para o povão.

Gilson Sousa

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Um protesto de peito aberto


Taí um protesto interessante. Pelo menos nos últimos três anos um grupo de pessoas nos Estados Unidos vem se manifestando em Miami Beach, na Flórida, para exigir a igualdade de gênero na hora de exibir seus corpos. É a turma a favor do tão desejado topless feminino. Para justificar o protesto nas ruas, eles usam o argumento que tanto homens como mulheres possam ter o direito de fazer topless nas praias do país. A última manifestação aconteceu há um mês e se estendeu a pelo menos outras 12 cidades americanas, como Los Angeles (em Venice Beach), Califórnia e Nova York.
Na verdade, as mulheres protestantes lutam por direitos iguais em Miami Beach. Consideram o topless, um ato de igualdade com os homens. “Queremos um mundo mais igual, onde as mulheres podem exibir os seios como os homens fazem”, diziam os cartazes expostos durante a manifestação.
É claro que certas ‘aberrações’ da natureza não precisam e não devem ser mostradas em público. Mas acho o protesto americano interessante porque sempre considerei a maior besteira ficar escondendo uma parte tão linda do corpo feminino. Um pudor sem cabimento. Como que não soubéssemos o que exatamente está por trás dos biquínis. A propósito, em muitas praias da Europa, como Ibiza e outras, é muito comum a prática do topless feminino. Isso já se tornou até algo natural e cultural.
Certos estavam, e muitos continuam estando, os índios do litoral americano. Exibiam seus corpos, independente da forma, com a naturalidade abençoada por Deus. Aí vieram os imundos portugueses, espanhóis e holandeses e praticamente obrigaram o uso das vestimentas. Por sorte, muita gente não obedeceu. Como não obedece até hoje. Têm apenas que cumprir ‘regras sociais’, mas na primeira oportunidade jogam fora tudo aquilo que incomoda, seja dentro de casa ou numa praia deserta e/ou restrita, e deixam livres seus seios, pernas, bundas e o que mais quiser.
Portanto, aplausos para o movimento em favor do topless. Que seja realizado mundo afora, principalmente em terras brasileiras, onde a vaidade costuma andar de mãos dadas com o falso moralismo. Em nome da igualdade de gêneros, deixem as mulheres serem felizes. Pelo menos na praia.

Gilson Sousa

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Jogos Pan-Americanos de Guadalajara serão para poucos


É triste para o telespectador brasileiro essa guerra comercial entre emissoras de grande porte que buscam exclusividade em suas transmissões de eventos. Isso, justamente, irá acontecer agora mais uma vez com a transmissão dos XVI Jogos Pan-Americanos que acontecerão na cidade de Guadalajara, México, entre os dias 14 e 30 de outubro. A Rede Record, segunda maior emissora brasileira, mostrará com exclusividade. Resultado: a Rede Globo, maior emissora, não dará uma só nota sobre o evento. Apesar da importância.
Para o telespectador fica no ar um sinal de frustração. É claro que a Record está investindo pesado no trabalho. Mas muita gente ainda não costuma sintonizar no canal. Aliás, em muitos lugares de Sergipe o sinal sequer chega. E no Brasil afora deve ser assim também. Porque aí entra uma questão de investimento em satélites e coisa e tal. E nisso a Globo é imbatível. Mas vai privar os brasileiros de acompanhar tão importante competição esportiva das Américas. A não ser que seja pra falar mal de alguma coisa, justamente para ‘queimar’ a concorrente.
É bom lembrar que os Jogos Pan-Americanos reúnem os atletas do continente americano em um festival de esportes e amizade internacional. O evento acontece a cada quatro anos, sempre no ano que antecede aos Jogos Olímpicos. O último havia sido no Rio de Janeiro, com cobertura estrondosa da Globo. Nesse agora, quem gosta de Globo Esporte, Esporte Espetacular e até dos programas da Sportv, que é o canal pago da Globo, ficará sem saber de nada do Pan-Americano do México. Lamentável. Talvez apenas emissoras menores como Band, SBT e outras se interessem em divulgar notas e flashs das competições que envolvem atletas brasileiros.
Para quem não sabe, essa guerrinha também alcança as coisas locais. Aqui mesmo no blog eu já havia criticado a pequenez da TV Sergipe (Globo) quando a TV Atalaia (Record) detinha a exclusividade para transmissão do pobre campeonato sergipano de futebol. Era desprezo total à competição por parte dos ‘globais’ nativos. E assim prossegue a guerra das poderosas. Como foi durante o recente Rock in Rio, no Rio de Janeiro. Como era evento com o dedo da Globo, apesar da dimensão mundial, a Record fazia de conta que não existia. E nisso tudo só quem perde é o telespectador, mesmo ciente de que as emissoras são uma concessão pública, com deveres e obrigações perante o público, pobre público.

Gilson Sousa