terça-feira, 14 de julho de 2009

Antonio Carlos Viana com livro novo



O Jornal da Cidade, na capa do caderno Variedades, fez hoje uma reparação e justiça dignas de aplauso dos leitores. Reproduziu a matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, há mais ou menos um mês, enobrecendo o novo livro de contos de Antonio Carlos Viana, nosso professor Mangueira. “Cine Prive”, o livro, foi apresentado e comentado pelo jornalista Francisco Quinteiro Pires.
“Este é o meu livro mais pessimista, escrito quando sofria graves problemas de saúde, por isso os personagens estão vivendo uma situação de abatimento”, disse Viana, na entrevista ao ‘Estadão’. A propósito, segundo o jornalista, “Cine Prive” é uma criação de um homem sem nenhum humor. O que é razoavelmente natural para quem conhece trabalhos anteriores de Viana, a exemplo de “Aberto está o inferno (2004)”, “O meio do mundo e outros contos (1999)”, “Em pleno castigo (1981)” e “Brincar de manja (1974)”.
O atual livro reúne 20 contos e mostra um escritor cada vez mais íntimo das palavras e idéias que passeiam pelos textos. Mas até isso ele contesta. “Não é a idéia que conta, mas a estrutura frasal. Ela tem que ter um ritmo, pois se a frase final não estiver na cadência do conto, todo o texto se perde”, assegura o escritor.
Professor aposentado do Departamento de Letras da UFS, Antonio Carlos Viana é hoje um dos nomes mais celebrados da literatura de ficção no Brasil. Fez doutorado na Universidade de Nice (França), mas antes havia passado por maus bocados na vida. Chegou a vender cachorro quente junto com a esposa quando moravam em Teresópolis (RJ). “Não sei como tive esse rasgo de coragem, mas foi uma experiência que valeu a pena”, confirma.
O quinto livro do sergipano Antonio Carlos Viana (escritor que conquistou o pleno domínio da sua técnica ficcional e perdeu totalmente a esperança na humanidade), está à venda na Escariz ao preço de R$ 32,50. Imprescindível para quem aprecia literatura de excelente qualidade.

Gilson Sousa

sábado, 11 de julho de 2009

A insensatez


Depois ainda dizem que eu gosto de pegar no pé das pessoas... Acreditem que em plena época de férias escolares, o síndico do meu condomínio, em decisão unilateral com a sub-síndica, achou por bem fechar a piscina para uma reforma do piso. A alegação é de que estamos no inverno e ninguém iria se incomodar com o fechamento da principal área de lazer destinada a moradores e convidados.
Aí, dona Marilda, a vizinha do 5º andar, não se conteve:
- O que é que a senhora acha que eu vou fazer com as crianças que estão de férias e ficam o dia inteiro querendo brincar?, perguntou diretamente à dona Fátima, a tal sub-síndica.
- Não sei, se vire!, respondeu a moça.
- Pois bem. A partir de amanhã de manhã vão todos brincar no corredor do seu apartamento. Ta bom assim?, retrucou indignada a dona Marilda.
- A senhora é quem sabe.
Dito e feito. No dia seguinte estavam lá no corredor apertado do 7º andar o João Alberto, Marquinhos, Naldinho, Robson, Thiaguinho e Alan. Todos com seus equipamentos de barulho, é claro. Mais tarde, juntaram-se ao grupo as meninas Camila, Yanca e Jordânia. E aí fiquei em casa pensando:
- Será que dona Fátima pediu arrego?!?!?!

Gilson Sousa

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Somos atrasados e ponto final


Achei bacana e oportuna a homenagem que a mídia sergipana fez aos 40 anos de existência do Estádio Estadual Lourival Baptista, o principal campo de futebol que existe por aqui. As tv’s se esforçaram e fizeram matérias e séries interessantes, com bastante informação para o público. O fato lamentável foi a completa ausência de imagens em movimento no dia da inauguração, 9 de julho de 1969.
Sim, trata-se de um atraso tecnológico imperdoável. No Brasil, as atividades televisionadas tiveram início em 1950. Mas somente 21 anos depois essa novidade chegou por aqui. Portanto, ninguém registrou em filme a festa de inauguração do Batistão, com a presença marcante da seleção brasileira de futebol que no ano seguinte conquistaria o tricampeonato mundial no México.
As reportagens da TV Sergipe, por exemplo, resgataram o áudio da partida em que a seleção de Pelé e companhia goleou a sergipana por 8 a 2 no Batistão. Muitas fotografias foram exibidas, sendo a maioria do acervo de Lineu Lins. Muita gente deu depoimento, mas nada de imagem do dia da inauguração. Lamentável.
A propósito, também é de se lamentar a falta de registro em imagem do episódio mais curioso do Batistão nestes 40 anos. Quem revelou foi Custódio Santana, da Federação Sergipana de Futebol. Disse ele ao repórter que na década de 1980, durante uma partida entre Confiança e Sergipe, o presidente alvi-rubro, Motinha, discordou da marcação de um pênalti contra o seu time e invadiu o campo.
Como se não bastasse a ousadia, tomou a bola das mãos do juiz, colocou na marca do pênalti, sentou em cima da redonda e ficou lá. “Aqui ninguém bate pênalti contra meu time, não”, teria dito ele. E vocês acreditam que não existe uma imagem sequer dessa proeza? É de lascar.

Gilson Sousa

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Histórias de vovô


Chico Ribeiro Neto (chicoribe@gmail.com)

Eu ficava sem dormir pensando naquela história de meu avô. Ele foi caçar e, de repente, surgiu uma onça. Só deu tempo de subir numa árvore correndo e esperar a onça ir embora. O animal rugiu lá embaixo algumas vezes e depois foi embora.
Com medo do bicho voltar, meu avô ainda ficou na árvore mais uns minutos. Foi quando apareceu uma cobra enorme, e logo depois outra quase do mesmo tamanho. Foi aí que uma começou engolindo a outra, a outra engolindo uma, aquele engole-engole até que as duas... PUM!... desapareceram. Aí, ele aproveitou e voltou pra casa tranquilo, sem onça e sem cobra. Nos meus cinco anos, eu ficava intrigado com aquele final. Como poderiam sumir as duas cobras?
Outra vez ele me contou que chegou a criar umas galinhas que só botavam o ovo com a clara, enquanto outras só colocavam o ovo com a gema. Para comer um ovo frito tinha que usar dois. Bom era pra mulher que fazia bolo: bastava comprar somente ovos de clara.
Ele também me falava que conheceu um sujeito que cruzou abelha com vagalume, e as abelhas davam mel dia e noite.
Vovô Chico tinha muitas outras histórias, outras eu fui adaptando. Lembro de uma velha jaqueira, plantada pelo meu bisavô, que quando completou 100 anos começou a caducar, não sabia o que fazia: num ano dava caju, no outro era manga, e assim por diante. Esse ano eu soube que deu morango.

terça-feira, 7 de julho de 2009

O estranho mundo de Michael Jackson


Foi comovente sim. O funeral de Michael Jackson transformado num mega-show hollywoodiano conseguiu comover muita gente mundo afora, inclusive a mim. Durante anos na adolescência gostei daquele artista norte-americano surpreendente. Vibrava com a sua dança, ficava emocionado com algumas canções e vidrado com os vídeos-clipe. Por isso lamentei a morte prematura de Michael.
Por gostar muito de música, costumo separar de forma adequada a pessoa do artista da arte que ela produz. Adoro as canções do Djavan, mas não me interesso nem um pingo pela vida pessoal dele. Sou fã do João Bosco, mas não me contem futricas sobre o dia a dia dele. E assim era com o Michael Jackson. Portanto, irei respeitá-lo para sempre como um cara que estabeleceu um divisor de águas na arte pop mundial.
Quanto ao funeral, que invadiu as telas de tv na tarde de hoje, vi trechos do cantor Lionel Ritchie diante do caixão interpretando “Jesus Is Love”. Vi também Barry Gordy, diretor da Motown, gravadora que revelou o grupo Jackson 5, falando emocionado sobre o menino prodígio da música. Segundo ele, Michael já mostrava um talento incomum desde criança. “Ele é simplesmente o maior showman que já viveu”, afirmou, sob aplausos.
Depois vi, igualmente emocionado, Stevie Wonder falar que "nós sempre sentiremos sua falta, Michael". No piano, ele interpretou um medley de "I Never Dreamed You'd Leave in Summer" e "They Won't Go When I Go", duas composições suas. Em seguida, falaram dois jogadores de basquete do Los Angeles Lakers, Kobe Bryant e Earvin Magic Johnson. Aliás, Magic Johnson lembrou com bom humor da época em que gravou o clipe de "Remember the Time" com Michael Jackson.
A cantora e atriz Jennifer Hudson interpretou "Will You be There", música tema do filme "Free Willy". Assim que ela deixou o palco, o reverendo Al Sharpton destacou o papel de Jackson no combate ao racismo nos Estados Unidos. Segundo ele, o sucesso do cantor possibilitou, por exemplo, a eleição de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. O reverendo mandou ainda uma mensagem para os filhos de Michael. "Seu pai não era estranho. Estranhas eram as coisas com as quais ele tinha que lidar". E eu concordo.

Gilson Sousa

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Quem quer ser um milionário?


O deputado estadual que tem pouquíssima intimidade com a verdade, chamado Augusto Bezerra (DEM), está colocando uma turma de secretários municipais de Aracaju para trabalhar. Aliás, tá dando uma canseira danada no pessoal engravatado da Prefeitura da capital. Durante alguns dias, andou bradando na tribuna da Assembleia Legislativa que os repasses financeiros feitos pela PMA para a Sociedade Eunice Weaver, uma ONG que trata de questões sociais, cheiravam mal. Foram insinuações de todos os jeitos. E daí o pessoal de Edvaldo Nogueira resolveu reagir.
Pelo o que vi no noticiário, foi uma verdadeira peregrinação dos secretários e assessores que passaram pela Câmara de Vereadores, Ministério Público, entre outros, além das incontáveis entrevistas coletivas. Por enquanto o prefeito não deu as caras. Mas a denúncia de que foram investidos mais de R$ 28 milhões somente em 2008 é de arrepiar. Desse montante, disse o deputado, R$ 25,5 milhões já foram pagos. Pelo menos é o que está na papelada apurada junto ao Tribunal de Contas do Estado.
Eu, sinceramente, nunca tinha ouvido falar dessa Sociedade Eunice Weaver antes. Agora sei que está colocando a mão num bom montante financeiro, mas os diretores de lá juram que está sendo tudo aplicado em pagamento de profissionais que prestam serviço à ONG em projetos sociais existentes em orfanatos e em diversas comunidades carentes da capital. Tudo muito bonitinho. Agora é só a galera fiscalizar o andamento das coisas e da generosa bufunfa, né não?

Gilson Sousa

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ouvi dizer por aí...


Piada maldosa, a gente gosta de contar logo...
Dizem que quando Michael Jackson chegou ao céu, sem muita cerimônia, foi logo perguntando:
- Cadê o menino Jesus? Cadê o menino Jesus?